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A Polícia Nacional de Angola (PNA) acusou a UNITA de estar a transformar uma ocorrência policial registada no Uíge num instrumento de disputa e mobilização político-partidária.
A posição foi apresentada esta quinta-feira, 20 de Agosto, durante uma conferência de imprensa realizada pela corporação, na sequência dos acontecimentos registados naquela província entre os dias 5 e 8 de Agosto.
Segundo a PNA, têm sido promovidas narrativas destinadas a colocar em causa a sua imagem e credibilidade institucional. A corporação reafirmou que é uma instituição republicana e apartidária, subordinada à Constituição e às leis da República.
A Polícia Nacional defendeu que ocorrências de natureza policial devem ser avaliadas com base nos factos apurados, nas circunstâncias concretas e no enquadramento legal, e não através de interpretações de natureza político-partidária.
Durante a conferência, a instituição afirmou igualmente que não pretende ser envolvida em disputas políticas nem utilizada para fins de autopromoção, vitimização ou mobilização partidária.
A PNA advertiu ainda que não permitirá pressões ou tentativas de descredibilização da sua actuação e afirmou que continuará a recorrer aos mecanismos previstos na lei sempre que sejam identificadas condutas que possam afectar a ordem pública, a legalidade ou os direitos de outros cidadãos.
A corporação apelou às organizações políticas e da sociedade civil para que exerçam os seus direitos dentro dos limites constitucionais e legais, assumindo igualmente a responsabilidade pelos seus actos.
A Polícia Nacional considerou que, sobretudo num período que antecede processos eleitorais, é necessária maior responsabilidade e serenidade por parte dos diferentes actores, de modo a evitar que ocorrências policiais sejam transformadas em instrumentos de mobilização política ou em narrativas capazes de provocar tensão social.
A acusação da Polícia Nacional surge num contexto de crescente debate político em torno dos acontecimentos registados no Uíge no início deste mês. A UNITA poderá apresentar a sua posição sobre as declarações da corporação.
Para ouvir o desenvolvimento da matéria na voz do jornalista Dito Tavares, consulte a reportagem da RNA.
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