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Luanda, Angola – O caso envolvendo a cidadã Maria Gomes de Sousa Farroba Lindeza, conhecida como Carla Lindeza, voltou à ordem do dia depois de o processo que envolve um oficial superior do Serviço de Investigação Criminal (SIC) ter chegado à fase de julgamento no Tribunal de Comarca de Belas.
Segundo informações divulgadas pelo Na Lente do Crime, o processo está relacionado com acontecimentos registados a 17 de Agosto de 2023, quando sete indivíduos ligados ao SIC terão estado envolvidos numa diligência na residência da cidadã, sob a alegação de que um dos seus filhos possuiria armas de fogo e fardamento da Marinha de Guerra.
De acordo com a mesma fonte, o oficial identificado como Jani, conhecido por “Mano Kito”, é acusado de ter agredido Carla Lindeza durante a ocorrência.
Agressão terá ocorrido durante diligência
Segundo o relato apresentado pelo Na Lente do Crime, durante a intervenção, Mano Kito terá desferido dois socos no rosto da cidadã, provocado a quebra dos seus óculos e, posteriormente, apontado uma arma de fogo à cabeça da mulher.
A fonte atribui ainda ao oficial a expressão “Vou te matar”, alegadamente proferida durante o episódio.
As acusações são apresentadas no âmbito do Processo n.º 15/22-M.P., instaurado em Agosto de 2023.
Segundo a publicação, depois da conclusão da fase de investigação e instrução preparatória, os autos foram remetidos ao Tribunal de Comarca de Belas, 3.ª Secção da Sala Criminal, onde o caso deverá ser apreciado judicialmente.
Sete efectivos do SIC terão sido envolvidos
A investigação divulgada pelo Na Lente do Crime refere que inicialmente estavam em causa sete indivíduos ligados ao SIC, apontados como participantes da diligência realizada na residência de Carla Lindeza.
A cidadã terá afirmado à publicação que o grupo era liderado por Mano Kito e que os agentes não apresentaram uma ordem de serviço para justificar a intervenção.
Para chegar ao local, os indivíduos teriam utilizado uma viatura Toyota Land Cruiser, de cor castanha, com a matrícula LD-43-54-GX.
Caso chega agora à fase judicial
Com o processo em tribunal, caberá às autoridades judiciais analisar os elementos constantes dos autos, ouvir as partes e determinar as eventuais responsabilidades criminais decorrentes dos factos.
A acusação e os relatos apresentados pela fonte não equivalem, por si só, a uma condenação, cabendo ao tribunal decidir sobre a responsabilidade dos arguidos com base nas provas produzidas durante o processo.
O caso deverá continuar a ser acompanhado à medida que forem realizadas as diligências judiciais e conhecido o seu desfecho.
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