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Luanda, Angola – O Serviço de Investigação Criminal (SIC), no Moxico-Leste, anunciou o desmantelamento de uma presumível rede criminosa suspeita de envolvimento em quatro homicídios por decapitação registados, este ano, no município do Luau.
Segundo informações divulgadas pelo órgão de investigação criminal, as vítimas seriam quatro cidadãos considerados vulneráveis e com perturbações mentais. Os corpos terão sido encontrados sem as respectivas cabeças, circunstância que levou as autoridades a aprofundar as investigações para identificar os responsáveis e perceber a motivação dos crimes.
Quatro suspeitos estão detidos
No âmbito da operação, foram detidos quatro presumíveis autores materiais dos crimes: Rodrigues Tchilhiluca Maurício, de 30 anos; Daniel António Donga, conhecido por “Dalopy”, de 24; Graciano Bango Waite, de 19; e Graça Simão Namaquembe, de 25 anos.
De acordo com o SIC, os suspeitos terão confessado o envolvimento nos homicídios durante as diligências realizadas pelas autoridades. As confissões, segundo a investigação, apontam para motivações relacionadas com alegadas crenças de natureza feiticista e interesses de enriquecimento ilícito.
Investigação aponta para possível rede organizada
O caso poderá, contudo, envolver uma estrutura criminosa mais ampla. As autoridades investigam a possibilidade de os quatro detidos integrarem apenas uma das células de uma rede organizada.
As informações preliminares apontam para a existência de presumíveis mandantes, cidadãos estrangeiros provenientes da República Democrática do Congo (RDC), intermediários encarregues do transporte das cabeças humanas e executores dos homicídios.
A investigação continua, com o objectivo de identificar todos os elementos que possam estar ligados à alegada rede, bem como esclarecer a eventual participação de cada interveniente.
Vítimas eram pessoas em situação de vulnerabilidade
Um dos aspectos que mais preocupa as autoridades é o facto de as vítimas serem, segundo o SIC, cidadãos em situação de vulnerabilidade e com perturbações mentais.
A natureza dos crimes e a possibilidade de existência de uma estrutura organizada levaram as autoridades a intensificar as diligências para determinar se existem outros casos relacionados com o mesmo grupo ou se a rede poderá ter actuado noutras localidades.
Os quatro detidos permanecem à disposição das autoridades competentes, enquanto prosseguem as investigações para o completo esclarecimento dos factos e eventual responsabilização de todos os envolvidos.
O SIC continua a trabalhar na identificação dos presumíveis mandantes e demais integrantes da rede, numa investigação que poderá revelar novos detalhes sobre os quatro homicídios registados no Luau.
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