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Luanda, Angola – Os professores de Luanda defendem a continuidade da greve até que sejam apresentadas novas garantias sobre o cumprimento das reivindicações da classe, numa posição manifestada esta sexta-feira, 25 de Setembro, durante a Assembleia dos Trabalhadores de Luanda.
A informação foi avançada pelo secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores, Admar Jinguma, à saída do encontro que serviu para avaliar o andamento da paralisação e o ponto de situação das negociações entre o sindicato e o Governo.
Durante a intervenção, o dirigente sindical afirmou ter recebido numerosas mensagens de professores que relatam convocatórias feitas por directores de escolas para que regressem aos estabelecimentos de ensino ou assinem folhas de presença.
Segundo Admar Jinguma, esta situação pode enfraquecer a própria posição dos professores durante a greve. O secretário-geral apelou, por isso, à coerência entre aquilo que é decidido nas assembleias e o comportamento adoptado pelos docentes nas escolas.
“Se é greve, é greve”, afirmou o dirigente, defendendo que os professores devem manter uma posição uniforme enquanto as reivindicações continuam a ser discutidas.
Admar Jinguma reconheceu também que a questão dos descontos salariais representa uma das maiores dificuldades para os trabalhadores que aderem à paralisação. Ao mesmo tempo, destacou a pressão enfrentada pelas estruturas sindicais na gestão diária da greve, sobretudo perante situações em que professores possam ser pressionados a regressar às escolas.
A posição do SINPROF ocorre depois de novas rondas negociais com o Governo. Segundo informações divulgadas sobre as negociações, nove dos pontos do caderno reivindicativo terão sido consensualizados, enquanto as matérias relacionadas com a progressão na carreira e o nivelamento das carreiras em função da qualificação académica estiveram entre os principais pontos de divergência.
Do lado do Executivo, a posição apresentada publicamente é de que mais de 80 por cento dos compromissos assumidos com o SINPROF já foram cumpridos. O Governo também defendeu que existem condições para o levantamento da greve.
Entretanto, Admar Jinguma reiterou que a decisão sobre a continuidade ou suspensão da paralisação não deve ser tomada apenas pela direcção sindical, mas pelos próprios professores reunidos em assembleias.
A primeira fase da greve nacional começou a 21 de Setembro e está prevista para decorrer até 15 de Outubro, enquanto o futuro da paralisação permanece dependente das decisões tomadas pelos trabalhadores.
A questão central continua agora a ser saber se as garantias apresentadas pelo Governo serão consideradas suficientes pelos professores para justificar o levantamento da greve.
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