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Um homem residente no bairro Eco-Campo, em Cacuaco, Luanda, recorreu às redes sociais para pedir ajuda na tentativa de garantir o sustento do filho de sete anos, alegando que a ex-companheira, com quem ainda mantém um casamento formal, deixou de contribuir financeiramente para as despesas da criança depois da separação do casal.

Segundo o relato divulgado pela página Sandinga TV, o casal está separado há cerca de um ano e tem um filho em comum. O homem afirma estar desempregado e viver actualmente num anexo cedido pela mãe, juntamente com a criança.

O autor do relato conta que anteriormente trabalhava como gerente numa empresa estrangeira e que teria ajudado a então companheira a conseguir emprego na mesma empresa. Posteriormente, segundo a sua versão, ficou temporariamente afastado por motivos de saúde e acabou por receber uma carta de despedimento.

É neste período que surgem algumas das acusações mais sérias feitas pelo homem. Ele afirma ter recebido informações de que a ex-companheira teria iniciado uma relação com o antigo patrão, de origem libanesa, e que posteriormente teria assumido funções anteriormente desempenhadas por ele. Estas alegações, contudo, não são acompanhadas, no relato divulgado, por documentos ou declarações das pessoas envolvidas que permitam confirmá-las.

O homem afirma ainda que, após a sua saída da empresa, começaram a surgir conflitos no ambiente familiar. Entre os motivos apontados estão divergências relacionadas com a divisão das tarefas domésticas e com a organização das refeições na residência onde o casal vivia com a família.

De acordo com a sua versão, uma discussão entre a mulher e a sua mãe teria terminado com a saída da companheira de casa. O homem diz que, depois disso, recebeu uma mensagem na qual ela manifestava a intenção de avançar para o divórcio.

Desde então, afirma que a criança permaneceu sob os seus cuidados e que a mãe deixou de contribuir regularmente para as despesas do filho. O homem diz que o menino entrou recentemente para a escola e que a situação financeira da família se tornou mais difícil, estando actualmente dependentes da ajuda de familiares.

“Não quero voltar com ela, só preciso que ela volte a dar mesada do nosso filho, que é dele por direito”, afirmou, segundo o relato divulgado.

O homem afirma ter procurado diferentes instituições na tentativa de encontrar uma solução. Diz ter recorrido ao Tribunal de Menores, ao Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher e à Polícia Nacional, mas sustenta que até ao momento não conseguiu obter uma solução definitiva para a questão.

Perante a situação, decidiu tornar o caso público através das redes sociais, apelando à partilha da publicação para que a situação chegue às entidades que possam ajudar a resolver o conflito familiar.

Apesar das acusações apresentadas, não há, no relato divulgado, uma resposta pública da mulher identificada como Dionísia. O conteúdo deve, por isso, ser entendido como a versão apresentada pelo pai da criança, permanecendo em aberto o seu direito de apresentar a sua versão e eventuais esclarecimentos sobre as responsabilidades parentais e financeiras.

A situação também reacende o debate sobre a necessidade de garantir que, mesmo após a separação dos pais, as responsabilidades relativas ao sustento, educação e bem-estar dos filhos sejam devidamente asseguradas.

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