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Luanda, Angola – O Ministério da Saúde (MINSA) informou que reforçou o acompanhamento médico ao artista angolano Bebucho Q Kuia, nome artístico de Zolana Edson Alberto Tomás, de 39 anos, que continua a receber assistência especializada na rede pública de saúde.
Segundo o MINSA, o artista tem sido acompanhado de forma regular, de acordo com as necessidades clínicas identificadas pelas equipas médicas responsáveis pelo seu caso.
Ao longo do processo, Bebucho Q Kuia passou por diferentes unidades hospitalares, incluindo o Instituto Oftalmológico Nacional de Angola (IONA), onde recebe acompanhamento na área de oftalmologia, e o Hospital do Prenda, onde beneficia de assistência especializada em nefrologia e tratamento de hemodiálise.
O artista também tem recebido acompanhamento médico no Complexo Hospitalar General do Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé”.
Na tarde de segunda-feira, 21 de Setembro, Bebucho Q Kuia voltou a ser observado numa das unidades onde tem sido acompanhado. A avaliação contou com a presença do médico assistente, de uma especialista em oftalmologia, do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, e do Director do Complexo Hospitalar General do Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé”, Albano Eugénio.
De acordo com o Ministério da Saúde, a presença das entidades responsáveis enquadra-se no acompanhamento institucional que tem sido assegurado, tendo em conta a complexidade do quadro clínico e a necessidade de seguimento médico especializado.
O MINSA destacou ainda as manifestações de solidariedade e as várias iniciativas de apoio mobilizadas por cidadãos e diferentes sectores da sociedade angolana em favor do artista.
Entretanto, o Ministério aproveitou para fazer um apelo à população para que essas manifestações de solidariedade sejam acompanhadas pelo respeito pela dignidade e privacidade de Bebucho Q Kuia.
A instituição alerta particularmente para a divulgação, sem consentimento, de imagens do artista, informações clínicas, diagnósticos ou outros dados de natureza pessoal.
“O facto de ser uma figura pública não retira ao cidadão o direito à privacidade, à dignidade e à protecção da sua informação pessoal”, sublinha o MINSA na comunicação.
O Ministério explica que, por esse motivo, tem evitado divulgar imagens do artista ou detalhes sobre o diagnóstico e a evolução do seu estado clínico, em respeito pelos princípios de confidencialidade e protecção dos utentes dos serviços de saúde.
A assistência médica e medicamentosa continua a ser assegurada pelos serviços públicos de saúde, conforme as necessidades identificadas pelas equipas clínicas.
O MINSA reforça, assim, o apelo para que as iniciativas de apoio ao artista sejam mantidas sem exposição indevida da sua vida privada ou da sua condição clínica, reafirmando o compromisso com uma assistência médica humanizada e com o respeito pelos direitos e pela dignidade dos cidadãos.
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