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Cuanza Sul, Angola – Um filho percorreu cerca de 45 quilómetros, do município do Waco Cungo até à fronteira com o município do Kassongue, levando a urna do pai amarrada à sua motorizada, numa tentativa de garantir que o familiar fosse sepultado de uma forma que considerava digna.
Segundo o próprio, a decisão surgiu porque não queria permitir que o pai fosse enterrado em condições que considerava inadequadas. Na ausência de um meio próprio para transportar a urna, encontrou na motorizada a única alternativa disponível naquele momento.
Com a urna devidamente presa ao veículo, iniciou a viagem para cumprir aquilo que entendia ser o seu dever enquanto filho: acompanhar o pai até ao local onde seria realizado o enterro.
O gesto, registado em imagem pelo fotógrafo Joaquim Armando, das Edições Novembro, retrata uma realidade marcada pelas dificuldades enfrentadas por muitas famílias no acesso a meios adequados para transportar os seus entes queridos.
Mais do que uma viagem de aproximadamente 45 quilómetros, o percurso tornou-se uma demonstração da determinação de um filho em assegurar ao pai aquilo que considerava ser uma despedida digna.
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Foto: Joaquim Armando
Fonte: Edições Novembro
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