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Luanda, Angola – Empresas que não cumpram as normas previstas na legislação laboral em Angola poderão enfrentar penalizações que podem atingir o equivalente a 20 salários médios, no âmbito da segunda fase da Operação Trabalho Digno.
A iniciativa é promovida pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), através da Inspecção-Geral do Trabalho, e prevê uma fiscalização abrangente em todo o território nacional até Dezembro.
Entre as matérias que estarão sob atenção das autoridades estão o cumprimento do Salário Mínimo Nacional, as condições de segurança e higiene nos locais de trabalho, o direito às férias e o respeito pelos limites legais de horário.
A fiscalização deverá igualmente incidir sobre o princípio da igualdade salarial entre trabalhadores nacionais e estrangeiros que tenham a mesma formação e exerçam funções equivalentes, uma matéria que continua a gerar debate no mercado de trabalho angolano.
Com o arranque desta segunda fase, as empresas passam a estar novamente sob maior escrutínio das entidades responsáveis pela fiscalização laboral, que poderão aplicar as sanções previstas na legislação nos casos de incumprimento.
A Operação Trabalho Digno pretende reforçar o cumprimento das normas laborais e promover condições de trabalho mais adequadas, tanto para trabalhadores nacionais como estrangeiros.
As empresas são, por isso, chamadas a rever as suas práticas internas e a garantir que contratos, horários, remunerações, férias e condições de segurança estejam em conformidade com a legislação em vigor.
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