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Luanda, Angola – Uma jovem de 22 anos, identificada como Isabel e residente no bairro da Mabor, em Luanda, está detida sob suspeita de ter retirado mais de um milhão de kwanzas da conta bancária do namorado através de transferências efectuadas pelo serviço Express. A jovem terá contado com a colaboração de uma amiga, que também foi detida no âmbito do caso.

As duas cidadãs são acusadas, segundo informações divulgadas pelo Na Mira do Crime, da prática dos crimes de abuso de confiança e furto de valores monetários.

Em declarações ao referido órgão, Isabel, que mantém uma relação de namoro com o lesado há cerca de um ano, admitiu ter retirado dinheiro da conta do companheiro. Segundo a jovem, a decisão teria sido motivada pelo facto de o namorado, nas suas palavras, ser uma pessoa “muito agarrada” e que não lhe dava dinheiro.

«“Ele não me dava dinheiro, era muito agarrado, então comecei a retirar dinheiro da conta dele por meio do Express, porque eu já tinha memorizado o código do telefone dele e do Express”, terá declarado.»

A jovem explicou ainda que, depois de memorizar o código, sempre que precisava de dinheiro conseguia efectuar transferências a partir da conta do namorado.

De acordo com o relato atribuído à detida, uma das primeiras operações teria sido de 150 mil kwanzas, seguida de outra de 250 mil kwanzas. Posteriormente, afirmou ter realizado uma transferência de 500 mil kwanzas.

No total, Isabel declarou ter retirado cerca de 1 milhão de kwanzas. Contudo, o namorado apresenta um valor superior e afirma que os levantamentos e transferências terão causado um prejuízo de aproximadamente 1,4 milhões de kwanzas.

Como o dinheiro terá sido transferido

Segundo o lesado, um dos episódios terá ocorrido no dia 30 de Agosto, quando os dois se encontravam num estabelecimento no bairro da Cuca.

O homem contou que deixou o telefone com a namorada enquanto se dirigia à casa de banho. De acordo com o seu relato, Isabel já conhecia o código de acesso ao aparelho e ao serviço Express, tendo aproveitado a ausência para efectuar transferências para a conta de uma amiga.

O lesado afirma ainda que, no dia 3 de Agosto, terá sido realizada uma nova transferência, desta vez no valor de 720 mil kwanzas, para a mesma conta, enquanto ele dormia.

A alegada movimentação financeira só terá sido descoberta posteriormente, quando o homem precisava de efectuar o pagamento da matrícula escolar do filho.

Ao verificar que não tinha o dinheiro disponível, dirigiu-se ao banco e solicitou um extracto da conta, onde terá identificado as transferências que atribui à namorada.

A amiga que terá recebido os valores também foi detida pelas autoridades e é apontada como comparsa no processo.

O caso encontra-se sob investigação do DIIP, que deverá apurar a origem das transferências, os valores efectivamente movimentados e o grau de responsabilidade de cada uma das suspeitas.

Até à conclusão do processo, as envolvidas beneficiam da presunção de inocência prevista na lei.

E você, considera que problemas financeiros dentro de um relacionamento podem justificar uma situação como esta?

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