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Benguela/Luanda – Vários dias depois da tragédia registada na Estrada Nacional 100 (EN100), no município

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Benguela/Luanda – Vários dias depois da tragédia registada na Estrada Nacional 100 (EN100), no município da Gangula, província do Cuanza Sul, famílias de algumas das vítimas continuam à espera da identificação e entrega dos corpos para poderem realizar os respectivos funerais.

Entre os casos está o de Dionísia Cambambi, cuja família ainda aguarda pela confirmação da identidade do corpo. A demora prolonga a angústia dos familiares, que permanecem sem conseguir prestar uma última despedida à jovem.

Outro caso é o de Márcia Renata Lubamba da Costa, cuja família passou vários dias à sua procura após a ocorrência. O corpo foi posteriormente localizado em Benguela e, segundo informações familiares, um colar utilizado pela jovem permitiu um reconhecimento inicial. O pai forneceu material biológico ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Benguela para a realização dos exames de ADN, que deverão confirmar oficialmente a identidade.

A complexidade do processo está relacionada com o estado em que se encontram vários dos corpos. O incêndio que se seguiu à colisão deixou parte das vítimas carbonizadas, dificultando o reconhecimento visual e obrigando ao recurso a procedimentos de identificação forense.

22 corpos foram encaminhados para Benguela

Segundo informações divulgadas pelo Novo Jornal, os 22 corpos foram trasladados do Sumbe para a morgue do Hospital Geral de Benguela (HGB), onde decorrem procedimentos relacionados com a identificação.

A unidade dispõe de 36 gavetas, pelo que a chegada dos 22 corpos passou a representar cerca de 61% da capacidade da casa mortuária, aumentando a preocupação com uma eventual sobrelotação caso o processo se prolongue.

A conservação adequada dos corpos é uma das questões que acompanham o processo, sobretudo diante das dificuldades que as morgues da região enfrentam regularmente com a capacidade disponível.

Processo de identificação depende de exames forenses

A identificação das vítimas envolve a criação da chamada cadeia de custódia, processo que começa com a recolha, identificação e acondicionamento dos elementos necessários e antecede a realização dos exames laboratoriais.

Os testes de ADN deverão ser realizados no Laboratório de Criminalística de Luanda, numa operação que exige a articulação entre as estruturas provinciais e centrais.

No Centro-Sul do país, o processo enfrenta ainda uma limitação significativa: existe apenas uma médica legista, Fátima Almeida, ligada ao Serviço de Investigação Criminal.

A especialista iniciou a abertura dos processos de identificação na terça-feira, 4 de Agosto, um dia depois da tragédia. Na altura, segundo o Novo Jornal, ainda não havia um prazo definido para a conclusão dos trabalhos, ficando prevista a intervenção das estruturas centrais.

Famílias aguardam por uma resposta

Enquanto os procedimentos continuam, familiares de Dionísia Cambambi, Márcia Renata Lubamba da Costa e de outras vítimas permanecem à espera da confirmação oficial das identidades e da posterior entrega dos corpos.

Para essas famílias, a conclusão do processo representa mais do que uma formalidade. É o passo necessário para poderem realizar os funerais e prestar uma última homenagem aos seus entes queridos.

A tragédia da EN100 deixou 22 pessoas sem vida e 12 feridas, além de colocar em evidência os desafios enfrentados pelas estruturas de identificação forense e conservação de corpos perante uma ocorrência de grande dimensão.

Até ao momento, o processo de identificação continua em curso e não foi divulgado um prazo definitivo para a sua conclusão.

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Por que Márcia Renata ainda não foi sepultada após o reconhecimento pelo colar?

A identificação inicial de Márcia Renata Lubamba da Costa através de um colar encontrado junto a um dos corpos tem levado muitos internautas a questionarem por que razão a jovem ainda não foi sepultada.

Segundo uma fonte ligada ao processo, foi encontrado um colar considerado idêntico ao que Márcia Renata utilizava. A família também confirmou que a jovem seguia viagem no autocarro da Macon e que, no dia da ocorrência, usava um colar semelhante ao encontrado entre os pertences associados a um dos corpos.

No entanto, este elemento, embora tenha permitido um reconhecimento inicial, não é considerado suficiente para a entrega definitiva do corpo à família. Para que as autoridades possam confirmar oficialmente a identidade e autorizar a entrega, é necessária uma evidência forense mais conclusiva, neste caso, o teste de ADN.

É justamente essa confirmação que a família aguarda. Segundo a mesma fonte, a demora no processo tem provocado desgaste emocional e grande angústia entre os familiares, que continuam à espera de poder realizar o funeral da jovem.

A dificuldade de identificação está relacionada também com o estado em que se encontram algumas das vítimas. Pessoas que tiveram contacto visual com os corpos relatam que algumas vítimas ficaram irreconhecíveis, tornando impossível ou inseguro depender apenas do reconhecimento visual ou de objectos pessoais.

Assim, apesar do colar ter reforçado a possibilidade de identificação de Márcia Renata, a confirmação definitiva depende dos procedimentos forenses e do resultado do exame de ADN.

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