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O Banco Angolano de Investimentos (BAI) e o Bank of China formalizaram um acordo que poderá facilitar as operações financeiras entre Angola e China através do renminbi, também conhecido como yuan, abrindo novas possibilidades para empresas que mantêm relações comerciais com o mercado chinês.
A parceria prevê a criação de uma conta de compensação em yuan e a disponibilização de serviços de liquidação nessa moeda. O acordo contempla ainda a ligação indirecta do BAI ao sistema chinês CIPS, uma das principais infra-estruturas utilizadas para pagamentos internacionais em renminbi.
Empresas poderão reduzir dependência do dólar
A nova estrutura financeira poderá permitir que determinadas empresas angolanas e chinesas realizem pagamentos directamente em yuan, reduzindo a necessidade de conversão para outras moedas em algumas operações comerciais.
Entre os possíveis efeitos estão a redução de custos associados ao câmbio e uma menor dependência do dólar norte-americano nas transacções entre os dois mercados.
A iniciativa surge num contexto em que o Banco Nacional de Angola autorizou a utilização do renminbi nas reservas obrigatórias dos bancos comerciais, medida que contribui para aumentar a presença da moeda chinesa no sistema financeiro angolano.
Novo corredor financeiro entre Angola e China
A criação deste mecanismo ganha relevância devido ao peso da China nas relações comerciais de Angola. A possibilidade de efectuar pagamentos em yuan poderá proporcionar às empresas uma alternativa adicional para operações de importação e exportação.
O acordo entre o BAI e o Bank of China levanta, entretanto, uma questão sobre o futuro das transacções bilaterais: conseguirá o yuan conquistar um espaço significativo no comércio entre Angola e China ou continuará a ser apenas uma alternativa ao dólar?
Com a implementação dos novos mecanismos de compensação e liquidação, o mercado poderá começar a avaliar se esta aproximação financeira terá impacto efectivo nos custos e na forma como as empresas dos dois países realizam os seus negócios.
Fonte: Expansão
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