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Dois inspectores-chefes do Serviço Penitenciário estão a ser julgados no Tribunal Militar da Região Centro,

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Dois inspectores-chefes do Serviço Penitenciário estão a ser julgados no Tribunal Militar da Região Centro, no Bié, acusados de terem alegadamente facilitado a saída ilegal de um detido de um estabelecimento prisional no Cuito.

Segundo a acusação, os factos terão ocorrido em Abril deste ano, quando os dois efectivos terão aberto a cela onde se encontrava Waldemar Paulo Mona, detido desde Março por suspeita da prática do crime de burla.

De acordo com o processo, o detido terá oferecido 3 milhões de kwanzas a um dos inspectores-chefes para facilitar a sua saída. O oficial terá aceite a proposta e contado com a colaboração de um colega responsável por uma secção do estabelecimento prisional.

Detido terá usado uniforme prisional para sair da cadeia

A acusação sustenta que os dois efectivos terão planeado a saída de Waldemar Paulo Mona, aberto a cela e colocado no detido um uniforme prisional, fazendo-o passar por agente do Serviço Penitenciário.

Posteriormente, os oficiais terão acompanhado o detido até à saída do estabelecimento, permitindo que deixasse as instalações sem levantar suspeitas.

Detido foi localizado nove dias depois

A saída, contudo, não terá resultado numa permanência prolongada em liberdade. Nove dias depois, Waldemar Paulo Mona foi localizado e capturado na província do Moxico, na sequência das diligências realizadas pelas autoridades.

O processo envolve ainda outros quatro efectivos prisionais, que se encontravam de serviço no dia dos factos. Segundo a acusação, estes são chamados a responder por alegados crimes de abuso de poder, negligência e violação das regras de serviço.

A sessão de discussão e julgamento deverá prosseguir nos próximos dias no Tribunal Militar da Região Centro, no Bié.

As acusações aqui apresentadas correspondem à versão constante do processo e ainda estão sujeitas à apreciação e decisão do tribunal.

Fonte: Novo Jornal

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