
PUBLICIDADE
Luanda, Angola – A empresária e figura pública Beatriz Franck reagiu às informações divulgadas pelo Laboratório SAKATINDI, que a associa a uma alegada rede de recrutamento de jovens angolanas para prostituição e outras actividades ilícitas fora do país. Franck rejeita as acusações, afirma que o seu nome está a ser utilizado com o objectivo de prejudicar a sua imagem e anunciou uma recompensa de três milhões de kwanzas para quem conseguir localizar a pessoa responsável pela página.
As acusações surgiram no contexto de publicações feitas pelo SAKATINDI sobre jovens angolanas que terão sido detidas na República Democrática do Congo (RDC). Numa das publicações, a organização afirma que as mulheres fariam parte de uma suposta rede internacional e menciona directamente o nome de Beatriz Franck, apontando-a como alegada responsável pela estrutura.
SAKATINDI associa nome de Beatriz Franck ao caso
Segundo o Laboratório SAKATINDI, uma investigação realizada após a divulgação de imagens de jovens angolanas alegadamente detidas na RDC teria permitido identificar uma estrutura de recrutamento que actuaria em Angola e encaminharia jovens para outros países.
Na publicação em que cita directamente Beatriz Franck, o SAKATINDI afirma que esta seria “apontada como a principal responsável” pela alegada rede, mencionando ainda outras pessoas que, segundo a mesma fonte, estariam envolvidas no recrutamento e encaminhamento das jovens.
A publicação apresenta várias outras alegações, incluindo a suposta utilização de documentos e assinaturas dos pais para facilitar viagens internacionais, bem como o alegado encaminhamento das jovens para a RDC e África do Sul.
O SAKATINDI afirma ainda que algumas das mulheres seriam posteriormente colocadas em contacto com homens com elevado poder financeiro e que existiria uma suposta exploração sexual. A publicação acrescenta alegações relacionadas com transporte de dinheiro e drogas entre a RDC e Angola.
Estas informações foram divulgadas pelo SAKATINDI como resultado de uma alegada investigação própria. Até ao momento, porém, as acusações apresentadas na publicação não foram acompanhadas, nos conteúdos analisados, por uma confirmação judicial ou oficial que estabeleça a responsabilidade criminal de Beatriz Franck.
Segunda publicação aborda jovens detidas na RDC
Numa outra publicação relacionada com o mesmo caso, o SAKATINDI divulgou imagens de jovens que identifica como sendo provenientes de Benguela e afirmou que estas estariam detidas na RDC por alegados crimes relacionados com tráfico de droga e prostituição.
Nesta segunda publicação, contudo, o nome de Beatriz Franck não é mencionado directamente. O conteúdo limita-se a apresentar informações sobre as jovens e a apelar aos familiares e conhecidos para procurarem confirmar a situação junto das autoridades competentes.
Apesar de as duas publicações estarem relacionadas com o mesmo contexto — o caso das jovens angolanas alegadamente detidas na RDC —, a associação directa de Beatriz Franck às acusações surge na primeira publicação, e não na segunda.
Beatriz Franck nega envolvimento e anuncia recompensa
Após tomar conhecimento das publicações, Beatriz Franck reagiu publicamente através de um vídeo, no qual afirmou ter tomado conhecimento das alegadas detenções e contestou a associação do seu nome ao caso.
A empresária declarou que uma página identificada por ela como “Sakatadi” teria publicado a informação com o objectivo de manchar o seu nome.
Na mesma intervenção, anunciou uma recompensa de 3 milhões de kwanzas, ou o equivalente em euros caso a pessoa responsável seja localizada em Portugal, para quem conseguir identificar e localizar o responsável pela página.
“Deixo aqui uma recompensa de 3 milhões de kwanzas”, afirmou Beatriz Franck, acrescentando que, caso a pessoa esteja em Portugal, estaria disposta a deslocar-se ao país para apresentar o caso às autoridades.
A empresária afirmou ainda que pretende recorrer à Justiça e apelou aos seus seguidores para partilharem o vídeo até que o responsável pela página seja localizado.
“Terei o maior prazer de pô-lo em contas com a Justiça”, declarou.
No final da intervenção, Beatriz Franck voltou a criticar o responsável pela publicação, classificando-o como “bandido”, “meliante” e “propagador de más notícias”.
Situação das jovens permanece pouco clara
Entretanto, a situação das jovens angolanas alegadamente envolvidas no caso permanece por esclarecer.
Enquanto o Laboratório SAKATINDI e algumas páginas continuam a divulgar informações segundo as quais algumas das jovens ainda estariam detidas na República Democrática do Congo, outras publicações nas redes sociais passaram a afirmar que elas já teriam sido libertadas e estariam em casa, junto das respectivas famílias.
Uma das versões que circula indica que as jovens teriam sido inicialmente retidas por questões relacionadas com documentação em falta e que, posteriormente, a situação teria sido regularizada, permitindo a sua libertação e eventual regresso.
No entanto, as versões disponíveis são contraditórias e, com base nos conteúdos analisados, não é possível confirmar de forma independente se as jovens continuam detidas na RDC, se foram libertadas ou se já regressaram a Angola.
A confirmação definitiva da situação dependerá de informações oficiais das autoridades angolanas ou da República Democrática do Congo.
Acusações ainda carecem de confirmação oficial
O caso envolve acusações graves e versões distintas apresentadas publicamente pelas partes. De um lado, o SAKATINDI sustenta alegações que associam directamente Beatriz Franck a uma suposta estrutura de recrutamento e exploração de jovens. Do outro, Franck rejeita a ligação e afirma que o seu nome foi utilizado para prejudicar a sua reputação.
Até que existam elementos oficiais ou decisões judiciais que esclareçam os factos, as alegações devem ser tratadas como acusações não confirmadas, sem que seja atribuída responsabilidade criminal definitiva a qualquer uma das pessoas mencionadas.
O caso poderá ganhar novos desenvolvimentos caso as autoridades competentes se pronunciem sobre a alegada detenção das jovens, a investigação mencionada pelo SAKATINDI ou as acusações que envolvem o nome de Beatriz Franck.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
NÃO PERCA NENHUMA NOTÍCIA
Entra no nosso canal oficial do WhatsApp
ENTRAR NO CANAL AGORA