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O ministro das Relações Exteriores, Téte António, está a ser apontado por alegado favorecimento de quadros da comunidade bakongo na ocupação de cargos de responsabilidade no Ministério das Relações Exteriores (MIREX), segundo uma publicação do Club-K.
A informação, divulgada pelo portal de notícias, sustenta que a alegada preferência estaria relacionada com algumas nomeações e promoções de responsáveis oriundos das províncias do Uíge e do Zaire, regiões associadas à comunidade bakongo.
Entre os casos mencionados está o de João Baptista da Costa, natural do Cuimba, província do Zaire, que ocupa o cargo de secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores. A própria estrutura oficial do MIREX confirma João Baptista da Costa como secretário-geral da instituição.
O Club-K cita também Matias João Pires, natural do Uíge, apontando que este foi nomeado director do Gabinete de Estudos e Análise Estratégica e posteriormente promovido à categoria de embaixador. O portal oficial do MIREX confirma Matias João Pires como director de Estudos e Análises Estratégicas.
Outro nome referido na publicação é o de Narciso do Espírito Santo Júnior, apresentado como também pertencente à comunidade bakongo e recentemente nomeado para exercer funções de cônsul-geral de Angola em Oshakati, na República da Namíbia.
Segundo o Club-K, a concentração destas nomeações estaria a alimentar, dentro do Ministério das Relações Exteriores, questionamentos sobre os critérios utilizados para a escolha de determinados quadros.
A publicação, contudo, apresenta a questão como uma suspeita e não como uma conclusão comprovada de favorecimento. Não foram apresentados, na informação disponibilizada, elementos que demonstrem que as nomeações tenham sido feitas exclusivamente com base na origem étnica dos funcionários.
O Ministério das Relações Exteriores e o ministro Téte António não são citados na publicação com uma resposta específica às alegações. Assim, permanece em aberto a posição das autoridades sobre os critérios utilizados nas nomeações mencionadas.
O caso reacende o debate sobre transparência, critérios de nomeação e representatividade na administração pública angolana.
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