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Luanda,  Angola  – A família do subinspector da Polícia Nacional Jorge Augusto Tchiteculo Capolongongo, conhecido por “Mau Mau”, contesta a versão segundo a qual o agente terá perdido a vida na sequência de um disparo acidental efectuado por um colega e exige uma investigação rigorosa às circunstâncias da sua morte.

Em declarações divulgadas pela Acácias Comunicação, familiares levantaram várias questões relacionadas com a ocorrência e pediram esclarecimentos ao ministro do Interior, Manuel Homem, defendendo que o caso não deve ser tratado como mais uma ocorrência sem respostas conclusivas.

Um dos familiares questionou, particularmente, as circunstâncias em que a arma teria sido manuseada depois da operação policial. Segundo o seu relato, existem dúvidas sobre a forma como o armamento foi entregue e posteriormente utilizado pelo efectivo que efectuou os disparos.

A família também questiona o facto de a alegada ocorrência ter acontecido nas proximidades da unidade policial e levanta dúvidas sobre o tempo que terá sido necessário para prestar assistência ao subinspector e encaminhá-lo ao Hospital Militar Central.

“Para mim agora, eu tenho toda a certeza que a morte do meu irmão não foi uma morte normal”, afirmou um familiar, acrescentando que existem suspeitas que, na sua perspectiva, precisam de ser esclarecidas através de uma perícia rigorosa.

Durante as declarações, a família chegou ainda a levantar a hipótese de o subinspector ter descoberto informações que poderiam ter colocado outras pessoas em causa. O familiar classificou essa possibilidade como uma suspeita e pediu que os órgãos competentes investiguem o caso de forma independente e aprofundada.

A família rejeita, assim, que a ocorrência seja simplesmente encerrada como um acidente provocado pelo manuseamento negligente de uma arma de fogo e pede respostas sobre todos os momentos que antecederam e sucederam o disparo.

Os parentes recordam Capolongongo como uma pessoa muito ligada à família e lamentam o impacto da sua morte, destacando que a sua partida deixou filhos, viúvas e outros familiares enlutados.

“Queremos justiça”, reforçou o familiar, apelando ao Ministério do Interior para que mobilize os órgãos competentes e qualificados para esclarecer as circunstâncias da morte.

Até ao momento, as alegações apresentadas pela família não constituem, por si só, prova de que tenha ocorrido um crime premeditado ou uma eventual “queima de arquivo”. As circunstâncias da morte deverão ser determinadas através da investigação e das perícias das autoridades competentes.

A família espera que o processo produza respostas consideradas credíveis e que a morte do subinspector Jorge Capolongongo não fique sem esclarecimento.

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