PUBLICIDADE

fb_img_17889050320659079134428960249402

PUBLICIDADE

Quindeje — 8 de Setembro de 2026

O professor António Estevão Dala tornou pública uma situação que afirma estar a enfrentar desde 2020, após ter sido transferido do Colégio n.º 1008 – ZRE, onde exercia funções como docente do 1.º Ciclo do Ensino Secundário, para a Escola Primária n.º 1006 – ZRE, uma unidade que, segundo o professor, está localizada numa região distante e com condições de trabalho significativamente mais difíceis.

Segundo o docente, a transferência foi publicada no dia 28 de Agosto, após a sua participação num Seminário de Capacitação Pedagógica realizado no município do Quindeje. Dala afirma ter sido surpreendido pela sua inclusão no Mapa das Colocações e Recolocações dos Agentes da Educação, alegando que não foi previamente consultado nem recebeu uma explicação sobre os fundamentos da decisão.

O professor, formado na área de Geografia e História para o 1.º Ciclo do Ensino Secundário, questiona ainda a sua colocação numa escola primária, considerando que a mudança não corresponde à sua formação profissional. Segundo relata, foi admitido para trabalhar no colégio onde permaneceu durante cerca de seis anos.

No dia 4 de Setembro, António Estevão Dala afirma ter apresentado uma reclamação ao Director Municipal da Educação do Quindeje, manifestando o seu descontentamento e solicitando esclarecimentos sobre a transferência. De acordo com o docente, não recebeu uma resposta institucional por escrito.

O professor afirma que o Director Municipal da Educação lhe terá dito que não existia obrigação de responder por escrito à reclamação e que a única orientação seria levantar a guia de colocação e apresentar-se na nova escola.

Na exposição pública, António Estevão Dala acusa o Administrador Municipal do Quindeje e o Director Municipal da Educação de estarem envolvidos numa alegada perseguição político-partidária, tribalista e regionalista. O docente relaciona a situação com a sua origem no Soyo e afirma que tem sido alvo de perseguição desde o início das suas funções no município.

As acusações, contudo, são apresentadas pelo próprio professor e não constituem, até ao momento, uma conclusão oficial sobre as razões que determinaram a sua transferência.

“Fui mandado para o fim do mundo”, desabafa o docente, ao descrever a nova colocação como uma região de difícil acesso e com condições de trabalho que considera muito mais difíceis do que aquelas encontradas na sede municipal do Quindeje.

António Estevão Dala garante que sempre cumpriu as suas obrigações profissionais e afirma nunca ter recebido um processo disciplinar desde que iniciou funções no Ministério da Educação. Diz também que manteve boas relações com colegas, alunos e membros da comunidade.

Na sua exposição, o professor manifesta ainda preocupação com o seu estado emocional e afirma não se sentir em condições psicológicas para trabalhar no novo local de colocação.

Dala pede que a situação seja conhecida pela sua família, amigos, colegas e outras pessoas que considera próximas, defendendo que a transferência representa uma forma de punição. Também apela para que sejam respeitados os princípios legais na gestão dos servidores públicos.

Até ao momento, não foi apresentada, nesta exposição, uma resposta do Administrador Municipal do Quindeje ou da Direcção Municipal da Educação que esclareça publicamente os fundamentos da transferência. A eventual existência de razões administrativas ou técnico-profissionais para a decisão também não foi esclarecida no relato divulgado pelo professor.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

BACONGUINHO NEWS

NÃO PERCA NENHUMA NOTÍCIA

Entra no nosso canal oficial do WhatsApp

ENTRAR NO CANAL AGORA

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

PUBLICIDADE