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O motorista da viatura envolvida no trágico acidente ocorrido no troço entre Quipungo e Matala, na província da Huíla, que provocou a morte de 14 pessoas, sobreviveu ao sinistro e encontra-se detido pelas autoridades, segundo informações avançadas sobre o caso.
O acidente aconteceu na manhã de segunda-feira, 5 de Outubro, na Estrada Nacional 280, na zona do Bember. A viatura, uma Toyota Hiace que fazia serviço de táxi, transportava 20 pessoas, tendo embatido contra a ponte sobre o rio Bember e incendiado de seguida. Do acidente resultaram 14 mortos e seis feridos.
Em declarações à imprensa, o motorista terá confirmado que conduzia a viatura “de falida”, expressão utilizada para descrever o trabalho por conta de outra pessoa. O condutor terá igualmente negado as informações que circulam nas redes sociais sobre a existência de um suposto pacto relacionado com o acidente.
A situação ganha particular atenção diante de informações segundo as quais este seria o terceiro acidente grave envolvendo o mesmo motorista no referido percurso. De acordo com os relatos divulgados, no primeiro acidente registaram-se feridos, enquanto o segundo teria provocado seis mortes.
Agora, no terceiro sinistro, 14 pessoas perderam a vida, aumentando a preocupação em torno das circunstâncias em que os acidentes anteriores e o mais recente terão ocorrido.
As primeiras informações das autoridades apontaram o excesso de velocidade como uma das causas presumíveis do acidente, embora as circunstâncias concretas do sinistro ainda estejam sujeitas à confirmação através das investigações.
O acidente deixou ainda seis sobreviventes, que foram encaminhados para o Hospital Central do Lubango. Informações divulgadas posteriormente indicam que alguns dos feridos permaneciam sob cuidados médicos, incluindo vítimas com queimaduras de segundo e terceiro graus.
Com o motorista detido e as investigações em curso, as autoridades deverão esclarecer as circunstâncias que levaram ao despiste, ao embate e ao incêndio da viatura.
O caso deixa uma sequência que continua a levantar questões: três acidentes atribuídos ao mesmo motorista, dezenas de pessoas afectadas e, no mais recente, 14 vidas perdidas.
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