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O governador do Icolo e Bengo, Auzílio Jacob, rejeitou as críticas de quem considera que a situação actual de Angola estaria pior do que durante a governação do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, defendendo que o país atravessa mudanças no sector económico e, particularmente, na produção de combustíveis.

Durante a sua intervenção, o governante contestou directamente a ideia de que Angola tivesse melhores condições económicas no período anterior, argumentando que, naquela altura, várias estruturas de suporte à economia estavam paralisadas.

Auzílio Jacob destacou o sector petrolífero e afirmou que, apesar de os combustíveis serem comercializados a preços mais baixos, o país enfrentava limitações na capacidade de produção interna.

Segundo o governador, a Refinaria de Luanda chegou a reduzir a sua produção para 1%, enquanto o petróleo bruto produzido no país era enviado para outros mercados, incluindo a África do Sul e a Nigéria, de onde posteriormente eram adquiridos combustíveis para abastecer Angola.

Na sua leitura, este modelo dificultava a acumulação de riqueza no país, uma vez que parte das receitas provenientes da venda do petróleo acabava por ser utilizada na importação de gasolina, gasóleo, petróleo iluminante e gás.

O governador atribuiu ao Presidente João Lourenço decisões destinadas a alterar este cenário, apontando a recuperação da Refinaria de Luanda como uma das medidas adoptadas durante a actual governação.

De acordo com Auzílio Jacob, a intervenção permitiu aumentar a capacidade de produção da Refinaria de Luanda em cinco vezes. O governante mencionou ainda a construção ou desenvolvimento de projectos de refinarias em Cabinda, no Soyo e no Lobito, província de Benguela.

Auzílio Jacob destacou igualmente a construção da base logística de combustíveis localizada na região da Barra do Dande, apontando-a como parte das infra-estruturas desenvolvidas no sector.

O governador afirmou ainda que Angola já consegue vender combustíveis a outros países, apresentando esta realidade como resultado das medidas tomadas durante a governação de João Lourenço.

As declarações surgem no contexto do debate sobre a evolução da economia angolana, os preços dos combustíveis e a capacidade do país de reduzir a dependência das importações.

Ao defender a actual governação, Auzílio Jacob contrapôs a situação económica de hoje à realidade que, segundo a sua avaliação, marcou o período anterior, colocando os investimentos no sector dos combustíveis entre os principais exemplos das mudanças ocorridas.

As referências feitas pelo governador aos níveis de produção da Refinaria de Luanda, ao aumento da capacidade e aos projectos de refinação correspondem às afirmações apresentadas durante a sua intervenção.

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