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Luanda, Angola  –  A aproximação do 9.º Congresso Ordinário do MPLA e do ciclo das eleições gerais de 2027 tem aumentado o interesse em torno do futuro da liderança do partido e dos possíveis nomes que poderão ganhar maior protagonismo político nos próximos anos.

O próprio MPLA considera 2026 um ano estratégico, precisamente por coincidir com a preparação do 9.º Congresso Ordinário, com as celebrações dos 70 anos do partido e com o início do ciclo organizativo tendo em vista as eleições gerais de 2027.

Neste contexto, cinco figuras são apontadas no debate público como possíveis nomes a acompanhar no processo de renovação e sucessão dentro do partido: Adão de Almeida, Mara Quiosa, Edeltrudes Costa, Manuel Homem e Carlos Feijó.

Adão de Almeida

Actual Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida é um dos quadros com maior experiência institucional entre os nomes mencionados. Jurista de formação, ocupou diferentes funções no aparelho do Estado e esteve ligado a áreas de governação e coordenação institucional.

A sua experiência no funcionamento das instituições públicas coloca-o entre os nomes que têm sido considerados no debate sobre a próxima geração de dirigentes do MPLA.

Mara Quiosa

Actual Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa ocupa uma posição de destaque na estrutura partidária. Em 2026, tem assumido uma agenda intensa ligada à mobilização das estruturas do partido e à preparação do processo orgânico que antecede o próximo congresso.

Em Julho, a dirigente afirmou que 2026 representa um ano estratégico para o MPLA, precisamente pela preparação do 9.º Congresso Ordinário e pelo início do ciclo organizativo com vista às eleições gerais de 2027.

A sua presença na estrutura de topo do partido e a actividade política desenvolvida nos últimos meses fazem com que o seu nome seja igualmente acompanhado quando se fala sobre o futuro da liderança.

Edeltrudes Costa

Edeltrudes Costa, Ministro de Estado e Director do Gabinete do Presidente da República, é outra figura ligada ao centro da estrutura governativa.

A sua longa permanência em funções de elevada responsabilidade junto da Presidência da República faz com que seja incluído em análises sobre os possíveis nomes com influência dentro do actual sistema político.

Manuel Homem

Actual Ministro do Interior, Manuel Homem pertence a uma geração mais jovem de dirigentes que ganhou visibilidade através de funções governativas.

Antes de assumir a pasta do Interior, desempenhou funções ligadas à governação provincial e a áreas como comunicação, tecnologia e infraestruturas, tendo passado também pelo Governo Provincial de Luanda.

A sua trajectória coloca-o entre os quadros mais jovens que poderão continuar a ganhar espaço dentro da estrutura política do país.

Carlos Feijó

Jurista e professor catedrático, Carlos Feijó possui uma longa trajectória académica e política. Foi Ministro de Estado e exerceu funções de elevada responsabilidade no aparelho do Estado.

O seu nome também aparece em discussões sobre possíveis cenários políticos para o período posterior à actual liderança, sobretudo pelo seu percurso jurídico, académico e institucional.

Apesar de os cinco nomes serem mencionados em diferentes análises e debates, não existe, até ao momento, uma indicação oficial do MPLA que estabeleça uma lista de sucessores de João Lourenço.

O processo deverá passar pelo funcionamento interno do partido e pelo 9.º Congresso Ordinário, num período que o próprio MPLA apresenta como estratégico para a sua organização e preparação para as eleições gerais de 2027.

Quem serão, afinal, os nomes que ganharão maior protagonismo no próximo ciclo político do MPLA?

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