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Um homem de 42 anos foi detido pelo Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), no município do Cazenga, em Luanda, suspeito de assédio sexual contra a própria filha, de 19 anos, após alegadamente marcar um encontro com a jovem sob o pretexto de lhe entregar dinheiro para o pagamento das propinas.

Segundo informações divulgadas pelo DIIP, a detenção ocorreu por volta das 14h30 de 8 de Outubro de 2026, no interior de uma hospedaria situada no bairro Cazenga Popular, na sequência de uma denúncia apresentada pela estudante.

De acordo com o porta-voz do DIIP, intendente Quintino Ferreira, a investigação teve início a 2 de Setembro, quando a jovem procurou apoio financeiro junto do pai para custear as despesas escolares.

No dia seguinte, o homem terá contactado telefonicamente a filha para manifestar a intenção de manter relações sexuais com ela. Segundo o relato policial, o suspeito também terá enviado mensagens e vídeos de conteúdo pornográfico através do WhatsApp.

Encontro para entrega de dinheiro termina em denúncia

A situação terá conhecido um novo episódio a 8 de Outubro, quando o homem marcou um encontro com a filha, alegadamente para lhe entregar o dinheiro destinado às propinas.

Ainda segundo as informações policiais, o suspeito já tinha alugado um quarto numa hospedaria por uma hora, pelo valor de 3.000 kwanzas.

No interior do quarto, o homem terá insistido em manter relações sexuais com a jovem e começado a acariciar-lhe as mãos. A estudante terá chorado e resistido às investidas, conforme a versão apresentada pelas autoridades.

Num momento de oportunidade, a jovem disse ao pai que iria contactar uma amiga, mas, em vez disso, accionou o piquete policial para pedir ajuda.

Após receber o alerta, efectivos do DIIP deslocaram-se à hospedaria e detiveram o homem no local.

Caso sob investigação

A detenção ocorreu na sequência da denúncia da jovem, e os factos relatados integram a investigação conduzida pelas autoridades. A responsabilidade criminal do suspeito deverá ser determinada pelas instâncias judiciais competentes.

O caso chama a atenção para a importância de denunciar situações de assédio e de procurar apoio junto das autoridades quando alguém se sente ameaçado ou pressionado, mesmo quando o suspeito é um familiar.

Na tua opinião, que medidas devem ser reforçadas para proteger jovens que enfrentam situações de abuso ou pressão dentro da própria família?

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